Informação é coisa séria

Governo Federal reconhece situação de emergência em 17 municípios baianos



Em Itamaraju, equipe da Defesa Civil Nacional participou de reunião para auxiliar o município nos pedidos de solicitação de recursos (Foto: Divulgação)


Brasília (DF) – O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), reconheceu, nesta sexta-feira (10), a situação de emergência em 17 cidades do sul da Bahia atingidas por fortes chuvas. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

A medida foi tomada por procedimento sumário, que ocorre em casos de desastres de grandes proporções e com base apenas no requerimento e no decreto de emergência ou de calamidade do estado ou do município. O objetivo é acelerar as ações federais de resposta.


"Desde o dia 29 de novembro, nós estamos com equipes da Defesa Civil Nacional na Bahia, atendendo municípios e, inclusive, já liberamos recursos para as cidades de Itaberaba e Eunápolis", informou o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil do MDR, coronel Alexandre Lucas. "Agora, estamos aguardando os demais municípios enviarem as solicitações de recursos para que a gente também possa atendê-los", completou.

Nessa quinta-feira (9), duas equipes do Grupo de Apoio a Desastres (Gade) foram enviadas ao sul do estado para dar apoio aos municípios atingidos nos pedidos de reconhecimento de situação de emergência e de repasse de recursos. Os técnicos já visitaram ou estabeleceram contato com as cidades de Jucuruçu, Medeiros Neto, Itamaraju, Teixeira de Freitas, Vereda, Prado, Guaratinga, Eunápolis, Macarani, Itabela e Itanhém.

Para essas localidades, a prioridade são as ações de socorro à população e os planos de trabalho de assistência humanitária. A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) também está prestando apoio para fortalecer as ações de saúde na região.

Com 65 mil habitantes, o município de Itamaraju registrou as três mortes. Além disso, 180 pessoas estão desabrigadas e 300, desalojadas. Neste momento, a cidade está alagada e necessita de colchões, cobertores e materiais de limpeza e de higiene pessoal, além de contenção de encostas e recuperação de estradas rurais, ruas e casas do município.

A cidade de Teixeira de Freitas, que conta com uma população de 160 mil habitantes, também está com alagamentos e o asfalto cedeu em algumas ruas. Seis casas desabaram, deixando uma pessoa ferida, e ainda há ameaça de mais desabamentos.

Já em Jucuruçu, que tem 10,9 mil habitantes, o problema é a falta de acesso a diversas comunidades do interior do município e escassez de água e alimentos. Também há relatos de pessoas desaparecidas e desabrigadas.

Em Medeiros Neto, a situação é a mesma. Cerca de mil dos 24 mil habitantes estão desalojados. Além disso, quatro casas desabaram, o rio da cidade continua subindo e uma represa corre risco de romper e desaguar no rio Alcobaça. Até uma agência bancária inundou e ficou completamente inoperante. Neste momento, a prefeitura está comprando alimentos e água para os desabrigados e os moradores estão sendo retirados em botes, mas muitos apresentam resistência para deixar suas casas.

Na cidade de Guaratinga, a chuva afetou 2,4 quilômetros de estrada de terra e isolou povoados. Com 20 mil habitantes, o município destinou escolas para abrigar famílias. Mulheres grávidas em trabalho de parto também necessitam de ajuda urgente no município.

Já em Vereda, que tem 6,5 mil habitantes, a prefeitura está retirando quem mora às margens no rio da cidade e, em Eunápolis, 92 famílias também estão sendo resgatadas em razão do risco de deslizamento próximo às residências. Ainda em Eunápolis, foi montada uma base para fornecer auxílio remoto aos municípios de Guaratinga e Jucuruçu.

Já em Prado, o principal problema é o isolamento de dez comunidades depois que seis pontes e estradas da região ficaram completamente destruídas. Neste momento, não há acesso ao local, tendo em vista que o deslocamento terrestre é inexistente e o aéreo, com helicóptero estadual, é inviável em virtude das condições de navegação. O mesmo ocorreu em Macarani, que está com três pontes destruídas e outras interditadas, além de muitas pessoas desabrigadas e desalojadas.

A maioria dos municípios relata ainda dificuldade no acesso à internet e falta de energia elétrica, o que tem atrapalhado a comunicação com as defesas civis locais.

O Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) passou a operar em alerta máximo, no nível vermelho, em razão da previsão para as próximas 24 horas.


MDR

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