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Inpi divulga patente de secador de amêndoas alternativo criado na Uesc

Secador de amêndoas alternativo foi criado pelo professor Jorge Sales
Foto: UESC Notícias 

A patente do Fermentador de Cacau com Hélice Rotativo Autônomo (secador de amêndoas alternativo), criado pelo professor Jorge Henrique de Oliveira Sales, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), foi divulgada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), no dia 3 de maio de 2022. O equipamento, inovador revoluciona o modo como produtores secam as amêndoas do cacau acrescentando agilidade, eficiência e economia ao processo de produção e colheita do cacau.

O projeto teve apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), órgão ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti); do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); e do Programa de Pós-Graduação em Modelagem Computacional em Ciência e Tecnologia (PPGMC/Uesc).

O secador de amêndoas alternativo, movido a energia solar é uma alternativa mais barata para os agricultores. “O principal benefício é o seu fácil acesso para o pequeno agricultor. Assim, ele terá acesso a uma tecnologia de baixo custo que pode aumentar a qualidade do seu produto, como o cacau, e aumentar o ganho”, explicou o pesquisador Jorge Sales.

O processo de beneficiamento do cacau é subdividido em cinco etapas: a colheita, a quebra, a fermentação, a secagem e o armazenamento. Essas etapas podem ser responsáveis por até 50% das características organolépticas (principalmente sobre o sabor e o aroma) dos produtos derivados do cacau. O equipamento controla a temperatura e umidade na fermentação, tornando as amêndoas mais uniformes por todo recipiente, usando um controle autônomo dessa temperatura e umidade.

O secador é composto de um cilindro dotado de um eixo com hélices giratórias e sensores para medir temperaturas e umidades. Cada medição é registrada num programa computacional que aciona uma rotação no eixo, contendo hélices, para misturar a massa de amêndoas, e assim garantir uma distribuição da temperatura e da umidade mais uniforme dentro do cocho cilíndrico, proporcionando uma melhor distribuição da fermentação.

“Esse equipamento poderá, em futuro próximo, ser adquirido por associações de agricultores familiares, ou mesmo por produtores individuais que buscam melhor qualidade sua produção”, finaliza o professor Sales.

Fonte: Ascom / UESC Notícias 

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