Informação é coisa séria

Recursos do programa Farmácia Popular são cortados em 59% para aumentar verba de orçamento secreto

Programa disponibiliza medicamentos de asma, diabetes e hipertensão para cerca de 21 milhões de brasileiros

Foto: Antonio Lacerda/Ansa

O governo federal cortou em 59% o orçamento do Farmácia Popular para 2023, para aumentar a verba do orçamento secreto. As informações são do Jornal O Estado de São Paulo. 

O Programa Farmácia Popular disponibiliza medicamentos gratuitos para tratamento de asma, diabetes e hipertensão e beneficia mais de 21 milhões de brasileiros. Outros programas voltados para educação e formação em saúde também sofreram cortes em 56%. Já projetos que financiam residência médica e multiprofissional em saúde, e de formação para atenção primária, como programas Mais Médicos e Médicos pelo Brasil, foram reduzidos em 51%.

Já as emendas para relatores no orçamento da saúde em 2023 aumentaram em 22%. O levantamento foi feito pelo assessor legislativo do Senado, Bruno Moretti. A informação é de que verba para a pauta em 2023 já havia sido capturada pelo orçamento secreto, o qual foi criado em 2019 e implementado em 2020, durante o governo Bolsonaro.

As chamadas emendas de relator permitem que parlamentares destinem verbas sem que haja qualquer transparência sobre para onde esses recursos serão destinados e sobre o valor do montante. Assim, a prática facilita casos de corrupção no governo brasileiro.

Em entrevista ao Estadão, o professor da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Adriano Massuda, afirmou que a proposta é uma “economia burra”. De acordo com ele, o programa Farmácia Popular é uma forma de tratamento de prevenção, assim o governo diminui gastos com internações causadas pelas doenças. Assim, o corte de verbas representaria um aumento nas despesas no orçamento da saúde.

Massuda também avalia que a falta á financiamento de políticas públicas afetará a economia, uma vez que o brasileiro está gastando mais com medicamentos e em serviços que, até então, eram disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Assim, a população perde no poder de compra, seja para alimentos, lazer e outros gastos importantes para o desenvolvimento do país.

Matéria extraída do Jornal do Brasil 


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