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| Foto: Divulgação/google |
A Costa do Marfim caminha para encerrar a principal safra de cacau com um volume expressivo de grãos ainda sem comprador. Estimativas de especialistas do setor e executivos do comércio global indicam que o país pode acumular cerca de 200 mil toneladas não vendidas até o fim de março, resultado de um impasse envolvendo a política de preços internos.
O governo marfinense fixou, em outubro passado, o valor pago aos produtores em um patamar superior ao das cotações internacionais. A medida, adotada para proteger a renda dos agricultores, acabou gerando resistência entre comerciantes locais e tradings globais, que passaram a reduzir as compras diante do risco de prejuízo.
Ao lado de Gana, a Costa do Marfim é responsável por aproximadamente metade da produção mundial de cacau. A retenção de grandes volumes da safra principal tanto no interior quanto nos portos aumenta a pressão sobre o mercado global, já fragilizado por oscilações de oferta e demanda.
Segundo fontes do comércio internacional, pelo menos 100 mil toneladas da safra principal deixaram de ser pagas por compradores locais. Outras 100 mil toneladas ainda devem ser colhidas até o encerramento do ciclo. Caso o preço interno não seja ajustado, esse volume adicional também pode enfrentar dificuldades para encontrar mercado externo.
O cenário contribuiu para a queda das cotações globais, que já recuaram cerca de 50% neste ano, atingindo recentemente o menor nível em quase três anos. A combinação de incertezas comerciais e excesso de oferta retida intensificou a volatilidade no setor.
Em resposta à crise, o governo anunciou no fim de janeiro a compra de 100 mil toneladas de cacau não vendido, com investimento estimado em US$ 500 milhões. A iniciativa busca assegurar renda aos produtores que ainda não receberam pela safra principal e evitar um colapso financeiro no campo.
Apesar das dificuldades na safra principal, o país conseguiu comercializar recentemente cerca de 200 mil toneladas da safra intermediária — colhida entre abril e setembro — para compradores internacionais. Essa produção, geralmente considerada de qualidade inferior, costuma ter preços mais baixos e maior processamento local.
O Conselho do Café e do Cacau (CCC), responsável por regular o setor e definir os preços pagos aos agricultores, contestou as estimativas de estoque divulgadas por agentes do mercado, classificando-as como incorretas, mas sem detalhar números oficiais.
O desfecho do impasse será decisivo não apenas para os produtores marfinenses, mas para toda a cadeia global do cacau, que acompanha de perto os próximos movimentos do governo e das tradings internacionais.
O governo marfinense fixou, em outubro passado, o valor pago aos produtores em um patamar superior ao das cotações internacionais. A medida, adotada para proteger a renda dos agricultores, acabou gerando resistência entre comerciantes locais e tradings globais, que passaram a reduzir as compras diante do risco de prejuízo.
Ao lado de Gana, a Costa do Marfim é responsável por aproximadamente metade da produção mundial de cacau. A retenção de grandes volumes da safra principal tanto no interior quanto nos portos aumenta a pressão sobre o mercado global, já fragilizado por oscilações de oferta e demanda.
Segundo fontes do comércio internacional, pelo menos 100 mil toneladas da safra principal deixaram de ser pagas por compradores locais. Outras 100 mil toneladas ainda devem ser colhidas até o encerramento do ciclo. Caso o preço interno não seja ajustado, esse volume adicional também pode enfrentar dificuldades para encontrar mercado externo.
O cenário contribuiu para a queda das cotações globais, que já recuaram cerca de 50% neste ano, atingindo recentemente o menor nível em quase três anos. A combinação de incertezas comerciais e excesso de oferta retida intensificou a volatilidade no setor.
Em resposta à crise, o governo anunciou no fim de janeiro a compra de 100 mil toneladas de cacau não vendido, com investimento estimado em US$ 500 milhões. A iniciativa busca assegurar renda aos produtores que ainda não receberam pela safra principal e evitar um colapso financeiro no campo.
Apesar das dificuldades na safra principal, o país conseguiu comercializar recentemente cerca de 200 mil toneladas da safra intermediária — colhida entre abril e setembro — para compradores internacionais. Essa produção, geralmente considerada de qualidade inferior, costuma ter preços mais baixos e maior processamento local.
O Conselho do Café e do Cacau (CCC), responsável por regular o setor e definir os preços pagos aos agricultores, contestou as estimativas de estoque divulgadas por agentes do mercado, classificando-as como incorretas, mas sem detalhar números oficiais.
O desfecho do impasse será decisivo não apenas para os produtores marfinenses, mas para toda a cadeia global do cacau, que acompanha de perto os próximos movimentos do governo e das tradings internacionais.

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