Iɴғᴏʀᴍᴀᴄ̧ᴀ̃ᴏ ᴇ́ ᴄᴏɪsᴀ sᴇ́ʀɪᴀ

Filho de Ali Khamenei é escolhido como novo líder supremo do Irã

Foto: ZUMA, Press, Inci. /Alamy

A Assembleia dos Especialistas do Irã anunciou neste domingo (8) a escolha do aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei como novo líder supremo da República Islâmica do Irã. Ele sucede seu pai, Ali Khamenei, que morreu no final de fevereiro após um ataque atribuído aos Estados Unidos em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

A informação sobre a escolha havia sido antecipada por um dos representantes da assembleia, Mohsen Heidari Alekasir, que afirmou que um nome já havia sido aprovado pela maioria dos membros, embora a identidade do escolhido ainda não tivesse sido revelada naquele momento.

Aos 56 anos, Mojtaba é o segundo filho de Ali Khamenei e vinha sendo apontado há anos como possível sucessor do pai. Nos bastidores do poder iraniano, ele acumulou influência ao manter forte proximidade com forças de segurança e setores conservadores do regime.

Analistas apontam que sua escolha representa a continuidade da linha política adotada por Ali Khamenei, marcada por forte resistência à influência do Ocidente e pela defesa do programa nuclear iraniano.

O cargo de líder supremo

O líder supremo é a autoridade máxima do sistema político iraniano. Além de exercer forte influência sobre o Executivo, o Parlamento e o Judiciário, o cargo também possui poder sobre as Forças Armadas e decisões estratégicas do país.

A escolha do líder é feita pela Assembleia dos Especialistas do Irã, composta por 88 religiosos eleitos pelo voto popular. Embora o cargo seja vitalício, o órgão tem poder para destituir o líder caso considere necessário.

Escalada de tensões

A nomeação ocorre em meio ao aumento das tensões entre o Irã e Israel. Na última semana, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que qualquer sucessor de Ali Khamenei seria considerado um alvo militar.

“Será um alvo inequívoco para eliminação. Não importa qual seja o nome dele ou onde ele se esconda”, declarou o ministro em uma rede social.

Segundo autoridades iranianas, os ataques envolvendo forças de Israel e dos Estados Unidos já deixaram ao menos 1.332 civis mortos, incluindo 168 meninas que estavam em uma escola atingida durante bombardeios, aumentando a preocupação internacional com os impactos do conflito sobre a população.

Fontes: Reuters; Associated Press (AP); The Guardian; agências internacionais.

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