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Surto de intoxicação alimentar na Paraíba deixa uma morte e mais de 100 pessoas com sintomas após consumo de pizza

Um surto de intoxicação alimentar registrado no município de Pombal, no Sertão da Paraíba, resultou na morte de uma mulher e deixou mais de 100 pessoas com sintomas após o consumo de pizzas vendidas em um estabelecimento da cidade. O caso ocorreu em meados de março e está sendo investigado pelas autoridades de saúde e pela Polícia Civil.

De acordo com análises realizadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB), amostras de alimentos coletadas no local apresentaram contaminação pelas bactérias Staphylococcus aureus e Escherichia coli. As análises não detectaram a presença de Salmonella.

A vítima foi identificada como Raísa Bezerra, de 44 anos, que passou mal após consumir uma pizza de carne de sol com nata no dia 15 de março. Segundo relatos, ela apresentou agravamento do quadro no dia seguinte, evoluindo para falência renal. A mulher foi internada, precisou ser intubada e morreu na manhã do dia 17. Outras pessoas que consumiram o mesmo alimento relataram sintomas como náuseas, vômitos e dores abdominais, mas sem complicações graves.

O delegado responsável pelo caso, Rodrigo Barbosa, informou que a hipótese de contaminação intencional é considerada improvável, já que funcionários da própria pizzaria também consumiram o produto e apresentaram sintomas semelhantes.

Especialistas apontam que as duas bactérias identificadas são comuns no organismo humano. A Staphylococcus aureus costuma estar presente na pele e nas vias nasais de parte da população e pode contaminar alimentos durante a manipulação inadequada. Já a Escherichia coli habita naturalmente o trato intestinal humano e animal, podendo causar infecções quando ingerida em alimentos contaminados.

No caso da intoxicação alimentar por Staphylococcus aureus, os sintomas geralmente aparecem entre 30 minutos e seis horas após o consumo, incluindo vômitos intensos, náuseas e cólicas abdominais. Já a Escherichia coli costuma provocar sintomas após um período maior de incubação, entre três e quatro dias, com diarreia, dores abdominais e, em alguns casos, náuseas e vômitos.

Especialistas destacam que a principal forma de prevenção é manter boas práticas de higiene na manipulação de alimentos, como lavar as mãos antes do preparo, higienizar utensílios e evitar contaminação cruzada entre alimentos crus e prontos para consumo. Também é recomendado manter alimentos refrigerados abaixo de 5 °C ou aquecidos acima de 60 °C, evitando deixá-los em temperatura ambiente por longos períodos.

A Vigilância Sanitária e a Polícia Civil seguem acompanhando o caso para esclarecer as circunstâncias da contaminação e avaliar possíveis responsabilidades. Enquanto isso, autoridades reforçam a importância de cuidados sanitários rigorosos na produção e manipulação de alimentos para prevenir novos episódios de intoxicação alimentar.

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