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Do Luxo à abstinência: Moradora de Fortaleza perde duas casas e a família por vício em jogos

Assíria, que viralizou no Instagram, hoje luta para quitar dívidas de R$ 50 mil e faz um apelo: "Reconheço que estou doente".
A mulher compartilhou o drama de perder a casa e o marido para o vício. Foto: Reprodução/Redes Sociais

O que começou como uma aposta pode terminar em ruína total. Esse é o relato dramático de Assíria, moradora de Fortaleza (CE), que utilizou suas redes sociais para expor as consequências devastadoras da dependência em jogos de azar. Após perder o patrimônio da família e ver seu casamento desmoronar, ela agora busca ajuda através de uma vaquinha solidária e acompanhamento médico.

O Custo do vício

A gravidade da situação de Assíria é medida em perdas concretas. Segundo seu relato, dois imóveis pertencentes aos seus pais precisaram ser vendidos para cobrir rombos financeiros anteriores. No entanto, o ciclo de apostas não parou, acumulando uma dívida atual de R$ 50 mil.

Além do impacto financeiro, o vício destruiu seu núcleo familiar:

Separação: Assíria revelou que o marido, que tentou ajudá-la a quitar débitos e acabou também contraindo dívidas, não resistiu ao desgaste emocional e financeiro.

Impacto nos Pais: A perda das casas dos pais é um dos pontos mais sensíveis de seu depoimento.

Saúde Mental: A moradora descreve sintomas de abstinência severos, comparando a vontade de jogar ao vício em substâncias como crack e cigarro.

A Luta pela recuperação

Com a repercussão de seus vídeos no Instagram — que já somam mais de 360 mil visualizações — Assíria conseguiu arrecadar cerca de R$ 4 mil até o momento. Mais do que o dinheiro, a exposição trouxe o primeiro passo para a cura: o tratamento. Ela confirmou que iniciou acompanhamento psicológico e psiquiátrico gratuito, além de suporte para a saúde do seu pai.

"O primeiro passo é o reconhecimento. Hoje, eu reconheço que estou doente, mas antes eu não reconheci, nunca assumi, nunca aceitei ser viciada" — desabafou Assíria em suas redes.

Um alerta necessário

O caso de Assíria não é isolado e acende um alerta sobre o crescimento desenfreado das plataformas de apostas no Brasil. Para quem enfrenta problemas semelhantes, especialistas reforçam que o vício em jogos (ludopatia) é uma patologia reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e exige tratamento multidisciplinar.

Atualmente, Assíria permanece monitorada, inclusive com restrições ao próprio celular, para evitar recaídas durante o período crítico de abstinência.

Como ajudar ou buscar ajuda:

Se você ou alguém que você conhece está passando por problemas com jogos, procure o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) de sua cidade ou grupos de apoio como os Jogadores Anônimos. 

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