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Crédito rotativo: entenda como funciona e quais os riscos

Os juros do cartão de crédito estão entre os mais altos do mercado. Saiba como evitar o endividamento
Imagem: Divulgação

Às vezes fica difícil manter as contas em ordem, e nesses momentos é comum recorrer ao uso do cartão de crédito e optar por pagar o mínimo da fatura. As consequências financeiras de acionar o crédito rotativo, porém, podem ser bem negativas.

Neste artigo, entenda o que é e como funciona esse tipo de crédito, além de conferir dicas que ajudam a utilizar o cartão de forma estratégica, para não se endividar.

O que é crédito rotativo e como ele funciona

O crédito rotativo é aquele acionado quando você não faz o pagamento integral do cartão até a data de vencimento. Pagar o valor mínimo da fatura é uma das formas de entrar no rotativo, mas não é a única: sempre que o valor quitado é menor do que a conta total do cartão, esse tipo de crédito é contratado automaticamente.

No rotativo, a parte da fatura que deixou de ser paga se transforma em um empréstimo, sobre o qual passam a ser aplicadas taxas. O problema é que os  juros do crédito rotativo estão entre os mais altos do mercado. De acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas pelo Banco Central, mesmo com novas regras que visam reduzir os custos do rotativo do cartão de crédito, a taxa de juros dessa modalidade de crédito chegou a 451,5% ao ano em setembro de 2025.

1. O que é crédito rotativo?

O crédito rotativo é acionado quando você não paga o valor total da fatura do cartão até a data de vencimento.

Ao pagar apenas o valor mínimo ou qualquer quantia menor do que o total, o saldo restante entra automaticamente no crédito rotativo.

Atenção: o crédito rotativo tem juros muito altos, entre os maiores do mercado.
 

2. Quando o crédito rotativo é ativado?

O crédito rotativo entra em ação quando: 

● A fatura vence
● O pagamento feito é menor do que o valor total.

Os juros são calculados sobre o valor restante da fatura e podem fazer a dívida crescer rapidamente.

3. Regras do Banco Central para o crédito rotativo

Limite de permanência:

Você só pode ficar no crédito rotativo por 30 dias seguidos.

Depois de 30 dias, o banco é obrigado a oferecer opções de crédito com juros menores que os do rotativo.

Limite de juros e encargos:

A Lei 14.690/23 determina que os juros e encargos do rotativo não podem ultrapassar 100% da dívida original.

Transparência:

As instituições devem informar: 

● Taxa de juros
● Valor total da dívida
● Custo do parcelamento.

4. Pagamento mínimo x Parcelamento da fatura

Veja as diferenças:

Reprodução/serasa.com

5. O que é melhor para o bolso?

Melhor opção: pagar o valor total da fatura

Se não for possível: parcelar a dívida

Evite: entrar no crédito rotativo.

Quanto mais tempo no rotativo, maior o custo final da dívida.


6. Como evitar o crédito rotativo?

● Planeje os gastos do cartão
● Acompanhe a fatura ao longo do mês
● Evite pagar o mínimo
● Use o parcelamento apenas como alternativa emergencial
● Organize o orçamento para não comprometer o limite

Controle financeiro é a melhor forma de fugir dos juros altos do rotativo.

É melhor pagar o crédito rotativo ou parcelar a dívida do cartão?

Sempre que possível, o ideal é pagar o valor total da fatura para evitar o crédito rotativo. Quando isso não é viável, o parcelamento é uma opção menos onerosa do que o rotativo, já que os juros são menores.

No entanto, o parcelamento também tem custos elevados e prolonga a duração da dívida. Antes de decidir, é importante comparar as taxas, avaliar o impacto no orçamento mensal e verificar se existem alternativas de crédito com juros mais baixos, como  empréstimos pessoais.

Leia também | É melhor pagar o mínimo do cartão ou parcelar a fatura?

Como utilizar o cartão de crédito sem recorrer ao rotativo

O cartão de crédito, quando bem utilizado, é um excelente aliado na organização das finanças do dia a dia. É preciso, porém, tomar cuidados para evitar o crédito rotativo.

Confira dicas que ajudam a manter o pagamento das faturas em dia:
  • Estabeleça um “teto de gastos” para o cartão que seja inferior ao limite total disponibilizado pela operadora.
  • Acompanhe a fatura, para conferir compras parceladas e se os lançamentos estão corretos.
  • Cuidado com as “parcelinhas”, no fim do mês, a soma de todas elas pode comprometer grande parte da renda mensal.
  • Evite comprar por impulso, isso é vital para fazer uso consciente do cartão. O ideal é comprar somente quando necessário.
  • Tente sempre pagar o valor total da fatura e na data correta de vencimento, para evitar os juros.
  • Atente-se ao valor da anuidade. Verifique se o seu cartão é gratuito, caso ele tenha anuidade, vale a pena procurar alternativas sem custo.
  • Não empreste seu cartão, isso evita que o valor da fatura saia do seu controle.
Como posso sair do crédito rotativo e evitar o superendividamento?

Para sair do crédito rotativo, siga as dicas: 

1. Interrompa o uso do cartão enquanto a dívida é organizada.
2. Avalie se é possível pagar o saldo total ou optar pelo parcelamento com menores juros.
3. Tente negociar com o banco e buscar taxas mais acessíveis.
4. Crie um orçamento mensal, isso ajuda a identificar gastos que podem ser reduzidos.

Evitar pagar apenas o mínimo e manter controle financeiro são medidas essenciais para não voltar ao rotativo e evitar o superendividamento.

Inormações do portal serasa.com 


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