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Dívida pública federal sobe para R$ 9,26 trilhões em junho, aponta Tesouro Nacional

A dívida pública federal brasileira voltou a crescer em junho e atingiu R$ 9,268 trilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O valor representa um aumento de 2,61 em relação a maio, quando o estoque da dívida somava R$ 9,032 trilhões.

Segundo o órgão, o crescimento foi impulsionado principalmente pela emissão líquida de títulos públicos, que somou R$ 143,3 bilhões, e pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 85,16 bilhões.

Dívida interna concentra maior parte do estoque

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), composta pelos títulos emitidos no mercado doméstico, passou para R$ 8,920 trilhões, representando um aumento de 2,63% em comparação a maio.

Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) encerrou junho em R$ 347,71 bilhões (US$ 67,17 bilhões), crescimento de 2,12% no período.

Desse montante:
  • R$ 299,95 bilhões (US$ 57,94 bilhões) correspondem à dívida mobiliária;
  • R$ 47,76 bilhões (US$ 9,23 bilhões) referem-se à dívida contratual.
Prazo médio da dívida diminui

O relatório também aponta uma redução no prazo médio da dívida pública, que passou de 4,07 anos para 4,01 anos entre abril e junho. Esse indicador mostra, em média, quanto tempo o governo leva para quitar suas obrigações financeiras.

Reserva para pagamento da dívida cresce

Outro destaque foi o aumento da reserva de liquidez, conhecida como "colchão da dívida". O volume disponível para garantir o pagamento dos compromissos financeiros chegou a R$ 1,346 trilhão em junho.

O valor representa:
  • alta de 11,17% em relação a maio;
  • crescimento de 30,6% na comparação com junho de 2025.
Segundo o Tesouro Nacional, essa reserva é formada pelas disponibilidades de caixa destinadas exclusivamente ao pagamento da dívida pública e pelos recursos provenientes da emissão de títulos.

O que explica o aumento?

O crescimento da dívida pública em junho ocorreu principalmente por dois fatores:
  • Emissão de novos títulos públicos, utilizada pelo governo para financiar despesas e refinanciar dívidas que vencem;
  • Incidência de juros sobre o estoque da dívida, que aumenta o valor total devido ao longo do tempo.
Embora o aumento da dívida seja um movimento esperado na gestão fiscal, sua evolução é acompanhada de perto por investidores e agentes econômicos, pois influencia indicadores como o custo de financiamento do governo, as taxas de juros e a percepção sobre a sustentabilidade das contas públicas. Com informações do g1.

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