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| Foto: Reprodução / TSE |
O PRTB protocolou neste sábado (15) o pedido de registro da candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República. A movimentação ocorreu após uma decisão liminar reconhecer, de forma provisória, a filiação de Marçal ao partido e autorizar seu retorno à legenda.
Apesar do protocolo, a candidatura ainda será analisada pela Justiça Eleitoral. Marçal permanece inelegível até 2032 em razão de uma condenação por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024.
Para compor a chapa, o presidente nacional do PRTB, Leonardo Avalanche, foi confirmado como candidato a vice-presidente. Em declaração ao g1, Avalanche afirmou que o partido havia sido recuperado após uma disputa interna. Marçal, ao ser questionado sobre a decisão, respondeu: “O Senhor proverá”.
Patrimônio declarado chega a R$ 7,4 bilhões
Ao apresentar os dados de sua candidatura ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marçal declarou possuir patrimônio de aproximadamente R$ 7,4 bilhões, conforme informações do sistema DivulgaCand.
A maior parte do patrimônio informado está concentrada em aplicações de renda fixa, avaliadas em cerca de R$ 6,7 bilhões. Também aparecem na declaração um terreno localizado em Santana de Parnaíba (SP), avaliado em R$ 490 milhões, além de participações societárias.
Leonardo Avalanche, candidato a vice-presidente, declarou patrimônio de R$ 495 milhões.
Liminar alterou composição da chapa
A mudança na composição da chapa ocorreu depois que uma decisão liminar reconheceu que Marçal havia preenchido e assinado, em 4 de abril de 2026, sua ficha de filiação ao PRTB. O documento teria sido posteriormente deferido pela direção nacional da legenda.
A decisão judicial garante, provisoriamente, as condições de filiação necessárias para que o pedido de registro seja apresentado. Entretanto, o entendimento ainda pode ser modificado por instâncias superiores.
Segundo o PRTB, caso a situação seja mantida, a chapa poderá iniciar a propaganda eleitoral a partir deste domingo (16), inclusive pelas plataformas digitais.
Inelegibilidade permanece em discussão
A situação eleitoral de Marçal continua sendo o principal ponto de controvérsia. Em 5 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados no processo e manteve a condenação que determina sua inelegibilidade por oito anos, com base na Lei da Ficha Limpa.
O processo está relacionado ao chamado “campeonato de cortes”, estratégia utilizada durante a campanha de 2024 que incentivava a produção e a divulgação de vídeos relacionados à candidatura nas redes sociais.
Além da inelegibilidade, a decisão também resultou na aplicação de multa de R$ 420 mil.
As ações foram apresentadas pelo PSB, pelo Ministério Público Eleitoral e pela vereadora eleita Silvia Ferraro (PSOL/Rede). Ainda existe possibilidade de recurso ao Tribunal Superior Eleitoral.
Assim, embora o PRTB tenha protocolado oficialmente o pedido de registro, a candidatura de Pablo Marçal ainda depende da análise da Justiça Eleitoral e permanece sujeita às decisões judiciais que envolvem sua condição de elegibilidade.

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