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| Marin Tomas/Getty Images |
Uma decisão da Justiça Federal determinou a proibição do abate de jumentos na Bahia, apontando risco iminente de extinção da espécie no Brasil. A medida, considerada histórica por entidades de proteção animal, também reconhece a ocorrência de maus-tratos e problemas sanitários na atividade.
A sentença foi motivada por uma ação civil pública e destaca que a prática vinha sendo realizada em condições inadequadas, desde a captura até o transporte e o abate dos animais. Segundo a decisão, há falhas graves no manejo, incluindo falta de alimentação, água e cuidados básicos, além de situações de violência.
Outro ponto levantado pela Justiça é o risco à saúde pública. O transporte e o confinamento precário dos jumentos podem favorecer a disseminação de doenças, inclusive zoonoses que podem atingir humanos.
A sentença foi motivada por uma ação civil pública e destaca que a prática vinha sendo realizada em condições inadequadas, desde a captura até o transporte e o abate dos animais. Segundo a decisão, há falhas graves no manejo, incluindo falta de alimentação, água e cuidados básicos, além de situações de violência.
Outro ponto levantado pela Justiça é o risco à saúde pública. O transporte e o confinamento precário dos jumentos podem favorecer a disseminação de doenças, inclusive zoonoses que podem atingir humanos.
A principal motivação econômica para o abate é a exportação da pele dos animais para a China, onde é utilizada na produção do ejiao, substância da medicina tradicional. Esse mercado internacional tem impulsionado a captura e comercialização dos jumentos, muitas vezes de forma irregular.
Dados recentes reforçam a preocupação com a sobrevivência da espécie. O número de jumentos no Brasil caiu drasticamente nas últimas décadas — de mais de 1,3 milhão em 1999 para cerca de 78 mil atualmente. Especialistas alertam que, mantido o ritmo de abate, o animal pode desaparecer do país nos próximos anos.
Além de proibir o abate, a decisão determina que os animais encontrados em frigoríficos ou em situação de exploração sejam encaminhados para santuários de proteção. Também ficam proibidas a captura, comercialização e confinamento de jumentos para essa finalidade.
A medida ainda pode ser alvo de recursos, mas já é vista por organizações ambientais como um marco na defesa dos animais e na preservação da biodiversidade brasileira.

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