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Casos de hantavírus colocam autoridades em alerta, mas especialistas descartam risco imediato de nova pandemia

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A confirmação de dois casos de hantavírus no Brasil nesta sexta-feira (8) aumentou a atenção das autoridades de saúde e reacendeu discussões sobre o potencial de disseminação da doença. Atualmente, outros 11 casos estão sendo investigados no país, enquanto surtos recentes em outras partes do mundo também têm sido monitorados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O alerta ganhou força após registros da doença em passageiros de um navio de cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde no início de maio. Desde então, órgãos internacionais acompanham de perto a evolução dos casos e possíveis formas de transmissão.

Apesar da preocupação, especialistas reforçam que o hantavírus é muito diferente do coronavírus responsável pela pandemia de Covid-19. Infectologistas explicam que os dois vírus pertencem a famílias distintas e possuem características biológicas diferentes, tendo em comum apenas o fato de serem vírus de RNA.

A hantavirose é considerada uma doença rara, mas pode provocar quadros extremamente graves. A infecção costuma atingir principalmente os pulmões, causando insuficiência respiratória aguda e rápida piora clínica em poucos dias. Em casos mais severos, pacientes precisam ser internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), muitas vezes necessitando de ventilação mecânica.

Especialistas destacam que a transmissão ocorre, principalmente, pelo contato com secreções, fezes, urina ou saliva de roedores infectados. As partículas contaminadas podem se espalhar pelo ar em ambientes fechados, facilitando a infecção pela via respiratória.

Embora exista registro de transmissão entre pessoas em situações específicas envolvendo a chamada “cepa andina”, médicos afirmam que o potencial de disseminação em larga escala ainda é considerado muito baixo. Segundo avaliações atuais da OMS, o hantavírus não apresenta capacidade semelhante à do coronavírus para provocar uma pandemia global.

Mesmo assim, infectologistas alertam para a necessidade de vigilância epidemiológica constante, principalmente diante da possibilidade de mutações virais que possam alterar o comportamento da doença.

Sintomas exigem atenção

Os primeiros sintomas podem incluir febre, dores musculares, mal-estar, tontura e dificuldade respiratória. Em muitos casos, o quadro evolui rapidamente para comprometimento pulmonar severo, com queda da pressão arterial e risco de choque.

A gravidade da doença faz com que o diagnóstico precoce seja fundamental para aumentar as chances de recuperação do paciente.

Medidas de prevenção

Especialistas recomendam cuidados simples para reduzir o risco de contaminação:
  • evitar contato com ratos e ambientes infestados;
  • manter alimentos armazenados corretamente;
  • não acumular lixo e entulho;
  • ventilar locais fechados antes da limpeza;
  • evitar varrer locais com sinais de roedores;
  • realizar limpeza com água sanitária ou desinfetantes;
  • usar máscaras e luvas em áreas de risco;
  • higienizar frequentemente as mãos.
Autoridades de saúde seguem monitorando os casos e reforçam que, apesar do alerta, não há indicação de risco iminente de uma nova pandemia causada pelo hantavírus. (CNN Brasil) 

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