Anticorpo monoclonal foi desenvolvido por startup apoiada pelo programa PIPE-FAPESP e vinculada a pesquisadores do CTS-Cevap, um dos Centros de Ciência para o Desenvolvimento da Fundação
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| Medicamento combina um novo anticorpo recombinante capaz de inibir a calicreína tecidual humana 7, enzima associada ao excesso de descamação da pele, com uma via de aplicação à base de hidrogel (imagem: KRABS Biotechnology/divulgação) |
Os mAbs são proteínas produzidas em laboratório que atuam como anticorpos naturais do sistema imunológico.
O medicamento é o primeiro bioproduto da startup, apoiada pelo Programa FAPESP de Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e fundada por Marcelo Zani, pesquisador de pós-doutorado na Unifesp com bolsa da Fundação, e Luciano Puzer, da UFABC, tendo como sócios os professores da Unifesp e do CTS-Cevap Vitor Oliveira e Jair Chagas (leia mais em: agencia.fapesp.br/56252).
Um dos principais alvos terapêuticos do medicamento é a dermatite atópica, uma condição caracterizada por ressecamento da pele e coceira persistente que afeta entre 15% e 25% das crianças e cerca de 7% dos adultos no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Os principais tratamentos para dermatite atópica atualmente são os corticoides e os imunomoduladores, que atuam em vias da resposta inflamatória e do sistema imunológico. No entanto, seu uso contínuo não é recomendado por causa dos diversos efeitos colaterais, incluindo o desenvolvimento de resistência pelos pacientes.
A formulação do fármaco combina um novo anticorpo recombinante (um mAb gerado pela inserção de sequências de genes de anticorpos modificados) capaz de inibir a calicreína tecidual humana 7 (KLK7), enzima associada ao excesso de descamação da pele, com uma via de aplicação à base de hidrogel. Embora já existam no mercado produtos que utilizam anticorpos recombinantes para tratar a dermatite atópica, eles são administrados por injeção subcutânea.
O registro de patente do fármaco nos Estados Unidos garante o direito exclusivo de produzir, utilizar e comercializar o medicamento, seu princípio ativo e seu método de fabricação por um período determinado. A tecnologia também possui pedidos de patente no Brasil e na Europa.
* Com informações de Juliana Marques, do CTS-Cevap

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