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Jaques Wagner lidera despesas entre senadores baianos em 2026; Otto Alencar registra o menor total de gastos

Dados do Portal da Transparência do Senado Federal mostram diferenças na utilização da cota parlamentar, despesas complementares e estrutura dos gabinetes dos três senadores da Bahia.

Foto: Reprodução/Montagem/Elielson Santos/Diário Tancredense 

Os três senadores que representam a Bahia no Senado Federal — Jaques Wagner (PT), Angelo Coronel (Republicanos) e Otto Alencar (PSD) — somaram R$ 725.990,67 em despesas relacionadas ao exercício do mandato em 2026. Os dados são públicos e constam no Portal da Transparência do Senado Federal, reunindo gastos da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) e despesas custeadas fora da cota. Os dados são do Poral da Transparência do Senado Federal. 

Entre os três parlamentares, Jaques Wagner foi quem apresentou o maior volume de despesas, totalizando R$ 286.279,75. Em seguida aparece Angelo Coronel, com R$ 272.647,15, enquanto Otto Alencar registrou R$ 167.063,77, o menor montante entre os representantes baianos.


Jaques Wagner concentrou gastos em deslocamentos

Na Cota para Exercício da Atividade Parlamentar, Jaques Wagner utilizou R$ 190.238,91. O principal gasto foi com locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis, que alcançou R$ 121.861,03, equivalente a cerca de 64% da cota parlamentar utilizada pelo senador.

Também foram registrados:

Aluguel de escritório político: R$ 58.627,88;
Material de consumo: R$ 9.750,00.

Nas despesas fora da cota, o maior desembolso ocorreu com aquisição de passagens, no valor de R$ 50.837,75, seguido por Correios, diárias para viagens oficiais, impulsionamento em mídias sociais e consumo de material.

Angelo Coronel priorizou locomoção e serviços de apoio

O senador Angelo Coronel utilizou R$ 218.076,37 da cota parlamentar, o maior valor entre os três senadores nessa modalidade.

Seu principal gasto também foi com locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis, totalizando R$ 116.740,00. Em seguida aparecem:

  • Serviços de apoio ao parlamentar: R$ 70.474,86;
  • Divulgação da atividade parlamentar: R$ 29.020,26;
  • Aluguel de escritório político: R$ 1.841,25.
Nas despesas complementares, o maior valor foi destinado aos Correios, com R$ 38.469,94, seguido por impulsionamento em mídias sociais (R$ 12 mil) e consumo de material.

Otto Alencar destinou maior parte da verba a serviços de apoio

Otto Alencar registrou R$ 146.329,99 em despesas da cota parlamentar, o menor valor entre os três senadores.

Diferentemente dos demais parlamentares, sua principal despesa foi a contratação de serviços de apoio ao parlamentar, que somou R$ 90.000,00, representando aproximadamente 62% da cota utilizada.

Também foram registrados:
  • Aluguel de escritório político: R$ 36.229,44;
  • Locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis: R$ 20.100,55.
Nas despesas não incluídas na cota parlamentar, Otto Alencar gastou R$ 20.733,78, sendo o maior valor destinado aos Correios (R$ 14.487,09).

Comparação dos gastos

Os dados do Portal da Transparência revelam diferenças na forma de utilização dos recursos públicos pelos três parlamentares.

Total de despesas em 2026:
  • Jaques Wagner: R$ 286.279,75;
  • Angelo Coronel: R$ 272.647,15;
  • Otto Alencar: R$ 167.063,77.
Maior gasto da Cota Parlamentar (CEAP):
  • Angelo Coronel: R$ 218.076,37;
  • Jaques Wagner: R$ 190.238,91;
  • Otto Alencar: R$ 146.329,99.
Principais despesas de cada senador:
  • Jaques Wagner: Locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis (R$ 121.861,03);
  • Angelo Coronel: Locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis (R$ 116.740,00);
  • Otto Alencar: Serviços de apoio ao parlamentar (R$ 90.000,00).
Estrutura dos gabinetes

A quantidade de servidores também varia entre os parlamentares.

Jaques Wagner mantém a maior estrutura, com 58 servidores, sendo 27 no gabinete em Brasília e 31 no escritório de apoio em Salvador.

Otto Alencar possui 53 colaboradores, distribuídos entre 17 no gabinete e 36 no escritório de apoio na Bahia.

Angelo Coronel conta com 46 servidores, todos vinculados ao gabinete em Brasília, sem servidores lotados em escritório de apoio.

Benefícios de moradia

Jaques Wagner e Angelo Coronel utilizaram auxílio-moradia durante seis meses em 2026 e não fizeram uso de imóvel funcional disponibilizado pelo Senado.

Já Otto Alencar não utilizou auxílio-moradia nem imóvel funcional no período analisado.

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